Sim ao livro da Shonda Rhimes

Quando a Maki do Desancorando me chamou para fazer parte de um clube do livro ao lado dela e da Ká do Coffee & Flowers, eu tive que aceitar, afinal é a Maki e a Ká né ? Eu já esperava por uma boa escolha de livros e sabia que precisava desse empurrão para colocar a minha leitura em dia. Tem quase um ano que não consigo recuperar o ritmo de leitura que tinha, o que me entristece de certa forma, pois ler sempre foi uma das coisas que mais amo fazer. O livro que escolhemos para ler em Junho foi “O ano em que disse sim” por Shonda Rhimes. Bom, adianto que não poderíamos ter começado de uma forma melhor.

Passei a ter muita curiosidade pelo livro depois de um vídeo que vi da Thais Farage  e o curioso é que depois comecei a ver um monte de pessoas que eu admiro indicando o livro, isso só foi fomentando ainda mais a minha vontade de ler. Fiquei tão animada que comecei a ler antes do mês de Junho começar (e o terminei tão rápido quanto comecei).  É claro (tão certo quanto o céu é azul) que sabia que ia gostar do livro, afinal é a SHONDA RHIMES. Sim! Essa Shonda Rhimes mesmo, essa que criou Greys Anatomy, Scandal, How to get away with a murder, Private Practice. Sim! Essa mulher maravilhosa.

O que ninguém me contou é que eu não ia apenas gostar do livro. Eu ia A M A R. O que ninguém me contou é que eu ia me APROPRIAR do livro. Ela deve estar escrevendo para mim (meu pensamento), não é possível! Sério, parece que ela escreveu para você e para mim e para todas as mulheres do mundo de uma forma tão profunda que só nós poderemos entender. Por isso, se você espera uma resenha muito detalhada do livro, do tipo : qual editora e quantas páginas o livro tem, esquece…Esse não é o post certo para você. Aqui vamos abordar sobre como esse livro pode ser empoderador, como ter mais empatia e aprendermos a fazer a pose do poder. Rá!

O ANO EM QUE DISSE SIM 

Quando a gente pensa na Shonda Rhimes logo associamos ela a uma pessoa intangível, imaginamos a mulher poderosa que escreveu Greys Anatomy e criou uma das personagens mais icônicas de todos os tempos (Cristina Yang, te venero). Nunca questionamos a sua grandiosidade e muito menos seu talento para escrever. O que não imaginamos, é que olha só, ela é gente como a gente e também tem seus momentos de dificuldades e introspecções que a fazia se sentir tão insegura quanto qualquer uma de nós. Só aí já criamos uma afinidade e uma empatia tremenda por ela e por seu livro.

Shonda Rhimes passa por uma mudança de comportamento após ouvir sua irmã mais velha, dizer que ela nunca diz sim para nada. Nesse exato momento é que podemos ver o ”clique” que isso causou dentro dela. O ano em que disse sim, é o resultado de uma escolha na forma de viver a vida que depois de um ano de transformações resultou no livro. Vemos Shonda Rhimes toda maravilhosa como escritora ter um medo apavorante de falar em público, vemos Shonda Rhimes dizer sim ao amor próprio, a vemos dizer sim a ser mãe e ainda sim ser super bem sucedida em sua carreira. Vemos Shonda Rhimes ser múltipla e pedindo empatia.

Não é um livro que te dá fórmulas mágicas, é mais uma conversa entre amigas. Uma conversa sincera (que talvez contenha algumas licenças poéticas) mas que ainda sim não deixa de ser uma conversa sincera.  Uma das partes que mais me marcou foi sem sombras de dúvidas a parte do discurso dela em Dartmouth (na verdade o discurso inteiro é muito inspirador) :

“Sonho são para perdedores”

[…] Acho que muita gente sonha. E, enquanto estão ocupados sonhando, as pessoas felizes de verdade, as pessoas bem-sucedidas de verdade, as pessoas realmente interessantes, poderosas, engajadas, estão ocupadas, fazendo.

[…] Sonho são lindos. Mas são apenas sonhos. Passageiros. Efêmeros. Lindos. Mas sonhos não se realizam apenas porque você os sonha. É o trabalho árduo que faz as coisas acontecerem. É o trabalho árduo que cria a mudança.

Senti que ela estava falando para mim. Eu sou dessas pessoas que idealizam demais as coisas e talvez por isso essa parte do livro tenha sido tão importante.  Para que eu possa dar o passo a frente, para que eu possa me esforçar ainda mais para ir atrás de realizar meus sonhos. Mas agora com objetividade e foco. Me preocupando mais em fazer e no aqui e agora (um ótimo ensinamento budista que minha mãe me ensinou e não vou esquecer) do que ficar idealizando as coisas. Essa foi uma das lições mais importantes que aprendi no livro.

O que posso concluir, é o livro inteiro é muito inspirador e que você aprende um pouco mais sobre você conforme o lê e muito sobre essa mulher incrível que é a Shonda Rhimes. Vale muito a pena ler.

Para não me delongar mais, vou encerrar esse post por aqui com essa pequena parcela da grandiosidade desse livro. Vou deixar para vocês os links da Maki e da Ká contando as impressões delas, vale a pena conferir um pouco do que elas acharam do livro.

+ Maki do desancorando :  Shonda Rhimes e eu somos a mesma pessoa 

+ Ká do Coffee and Flowers blog : Shonda Rhimes me entenderia

com amor,
Clara rocha.

 

16 comentários sobre “Sim ao livro da Shonda Rhimes”

  1. Parece um livro inspirador! Me lembrou muito do filme Sim, Senhor. Acho que precisamos tentar manter um balanço entre o sim e o não rs. Mas no geral eu acho que essas mudanças de atitude são ótimas pra o desenvolvimento pessoal. Sempre vale a pena!

  2. O TANTO QUE EU TÔ APAIXONADA POR ESSA MULHER E POR ESSE LIVRO! gente, que coisa mais incrível. esse discurso pra mim também foi o mais emocionante… assim como o que ela fez sobre a tribo dela e sobre representatividade naquele outro prêmio (esqueci o nome agora, mas você sabe qual é!) quando ela fala ‘Você não está sozinho’ eu chorei REAL

  3. AAAH, quero muito ler esse livro também ♥
    Cadê esse clube do livro? Também estou precisando de muitos empurrões para voltar a ler com mais frequência hahaha.

  4. Cheguei aqui através do blog da Ká (que ideia maravilhosa esse clube do livro, amei!) e simplesmente tô desejando esse livro. Incrível como uma leitura pode ajudar com questões que muitas vezes deixamos de lado, mas vire e mexe nos atormentam, né? Espero que eu goste do livro tanto quanto vocês.

    Um beijo!

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